Pesquisar este blog

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O PRESENTE



Bem sabemos que o ensinamento pode variar na sua origem (geográfica ou filosófico religiosa), mas jamais deve se restringir por causa disto. Não é o seu berço que proíbe o público que pode aprender e sim o limite de compreensão de quem se porta inflexível!

Tal introdução tem por objetivo justificar os motivos pelos quais nossa reflexão não tratará especificamente de Umbanda, mas, por ser bem aplicada por todo e qualquer umbandista que busque o seu crescimento, pareceu-me oportuno contar-lhe uma bonita parábola vinda do oriente.

Conta-se que um certo dia, Siddhartha Gautama – já iluminado, ou seja, já considerado o Buddha – estava sentado com os seus discípulos a sua volta. Aproximou-se deles um homem que havia escutado as histórias sobre aquele ser iluminado e como Ele ensinava sobre a não-identificação do ego e, com isso, o não-sofrimento.

Desconfiado e duvidando de tamanha santidade, o desafiador empertigado sentou-se também junto a todos e começou a proferir palavras ofensivas para o Senhor Buddha. Insultava-o com as mais duras e grotescas frases.

Todos, pelo inusitado da situação, estavam perplexos e estupefatos.

Acabadas as ofensas, cansado de tanto falar e xingar, o homem se calou. Um dos devotos, que presenciou a situação, dirigiu-se ao Mestre e lhe perguntou:

- Mas o Senhor não vai dizer nada? Este homem lhe ofendeu.

Sereno e demonstrando calma na voz, o Iluminado respondeu:

- A quem pertence um presente que você não quer receber?

O discípulo lhe disse:

- Ao dono do presente já que não se quer recebê-lo.

- Pois então. É exatamente isto. Como não reconheço como para mim o que este senhor trouxe, não o recebo. Não é meu!

Dizem que, envergonhado do que havia feito, o ofensor largou tudo na vida e passou a seguir o Buddha.

Trocando em miúdos, o que podemos depreender deste conto?

Quantas vezes nos enredamos diante daqueles que têm a capacidade de nos desestabilizar? Quantas vezes nos deixamos levar pelas provocações e terminamos tão iguais aos ofensores?

Não é uma tarefa fácil! Não, não é! Não é difícil “entrar na vibe” (como dizem hoje em dia) do desassossego, da fúria, das disputas e das discussões. Mas, a pergunta que gostaria de deixar para todos nós, que batemos no peito que somos umbandistas e aprendemos sobre fraternidade, caridade e amor, é:

Qual o nosso esforço em nos tornamos pessoas melhores? Até quando, diante das provocações – muitas vezes infundadas e tolas – responderemos da mesma maneira e gastaremos a nossa energia, quando poderíamos empregá-la de forma mais digna do título que atribuímos a nós mesmos como filhos de Zambi?

Pensemos nisto quando o ofensor vier nos provocar. Vale a pena? Somos iguais àquele que diz os impropérios?

Que Pai Oxalá nos abençoe a todos!

Por: Daniel Soares Filho

Texto retirado do site:


Quer seu texto publicado aqui ?

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A LIÇÃO QUE PRECISAVA





Não se deve mais olhar para trás quando decidimos por nos espiritualizarmos. O passado de cada um pode dificultar a caminhada do presente como também pode ajudá-lo na consolidação de promessas feitas. Sejamos sóbrios. Sejamos honestos com as propostas que a cada instante os benfeitores espirituais estão nos oferecendo. Corre o tempo em que as apurações são necessárias. Nosso planeta tão pródigo, tão benigno, merece uma posição melhor no cômputo cósmico. Nosso Mestre Jesus vem há milhares de anos ofertando a todos as bênçãos da Sua presença iluminada, sábia e amorosa. Não se pode precisar o início histórico de cada morador desta casa, pode-se, contudo, avaliar o que cada qual fez e faz do tempo que aqui está a partir das suas posturas e decisões. O planeta necessita de nossas ações positivas para que ele avance na escala dos mundos, atingindo outro estágio que o aproxime da categoria de mundos felizes.

Noutro dia encontrei alguém muito feliz. Ela caminhava com desenvoltura por uma avenida entulhada de gente, carroças de pipocas, bancas de jornal e inúmeros camelôs divulgando em voz alta seus produtos, numa confusão generalizada. Segui-a com os olhos já que estava distante, na sacada do prédio onde funciona a lavanderia na qual trabalho. Era o meu horário de almoço. E aquela pessoa sorria para todos, distribuindo formosas bênçãos. Pensei ser uma religiosa, uma distribuidora de produtos para o comércio dali, uma milionária, talvez relembrando seus tempos de pobreza ou ainda um agênere materializado entre os vivos trazendo-lhes os recados da espiritualidade além.  Fiquei intrigado com tamanha felicidade. Donde vinha ela? Onde se abastecia de tanta festa interior? Passei assim a observá-la diariamente. E ela não falhava. Vinha todos os dias, distribuindo os mesmos benefícios da sua aura em festa.

Fiz um acordo com o patrão. Trabalharia durante uma semana até as 22 horas para que ele me desse um dia de folga durante a semana. Eu precisava descer da sacada, encontrar-me com ela. Assim, numa bela terça-feira, dia da minha reunião mediúnica, aprontei-me com uma roupa melhor, barbeei, peguei algum dinheiro para almoçar num restaurante e lá fui eu encontrar-me com a doadora de alegrias. Cuidei para que meu patrão não me visse andando pela rua, próximo à lavanderia. Sempre se tem um servicinho que é nossa especialidade e aí, pronto: – Olha, que bom que está por aqui. Estou precisando de você. Suba!

Caminhei então por entre aquele ambiente calorento e confuso durante trinta minutos para sentir o que sentia aquela pessoa que transitava com desenvoltura por entre tudo e todos. Ela não aparecia. Caminhei mais um pouco, nada! Um pouquinho mais e não a encontrava. Passei pelos mesmos locais que ela costumava passar e na hora de sempre. E ela não aparecia. Duas horas depois estava extenuado. Quase não tinha mais fôlego. A roupa grudava em meu corpo suado. De tanto levar empurrões e pisões, tinha pré-hematomas por todos os lados do corpo. Até xinguei uma criança que corria esbaforida procurando um algodão doce que havia escapado de suas mãos. Uma mulher obesa, besuntada de maquiagem e trajando enorme vestido vermelho com bolas e fitas brancas, vinda das partes mais exóticas do planeta, pediu-me moedas e companhia. Nem dei atenção a ela, pelo contrário, empurrei-a com força. Um velho capenga mal se firmava nos pés e, absurdo, queria transitar naquele lugar. Ia ao médico. Por que não arranjava um médico na periferia da cidade? Será que não percebia que seu andar lento e manquitola atrapalhava a passagem de todos? Um camelô que vendia azeitonas baratas, infestado daquele cheiro, quase me empurrou goela abaixo uma daquelas sementes verdes: – Prova! Vai perceber que é a melhor da cidade!

Depois veio uma cigana pegando minhas mãos e dizendo que eu iria encontrar bela moça para casar. Ora, já era casado há tanto tempo! Disse a ela que procurasse seu lugar! Tudo aquilo me deixava superestressado. Um grupo de desocupados discutia futebol, numa roda, impedindo a passagem. Ditei-lhes algumas palavras impróprias e falei mal do futebol, dizendo que enquanto eu ganhava três salários mínimos, há jogadores que ganham mais de oitocentos salários mínimos! Depois até pensei no que eu tinha a ver com isto. Mas já havia dado minha infeliz opinião. E fui assim, trombando aqui, ali, levando pisões e arranhões, ditando impropérios tirados de uma imensa rede de variedades, que perambulei por duas horas e duas a mais do tempo que via aquela pessoa feliz passar e sorrir para todos. E, por falar nela, nada! A divina criatura tirou folga justo naquele dia.

Chegou a noite e fui para a mediúnica. Estava cansado demais. Com certeza não produziria nada. Arrependi-me por não ter trabalhado normalmente. O meu trabalho era uma preparação para minhas conversas com Espíritos necessitados. O diretor da reunião deu início à mesma. Silêncio, leitura do Evangelho, prece e aguardos. Uma médium foi logo acionada por um irmão, depois outra e mais outra. Não conseguia tabular boa conversação. Houve um momento que o diretor teve que interferir. Eu não estava bem. Estava muito cansado e aborrecido por não ter encontrado a pessoa feliz.

Já no final, antes da prece de encerramento, dona Justina, médium mais antiga no Centro Espírita que eu frequentava, tomou minhas mãos e olhou-me com carinho: – Está aqui uma entidade que deseja falar com você. Escute bem o que ela tem a dizer. Dito isto, foi logo acionada por uma entidade calma e feliz: – Olá, amigo. Bom te ver aqui. Estou feliz por isto. Meu nome é Xênia e venho de muito longe. Minhas marcas estão arquivadas em sua memória. Faz algum tempo e fomos amigos numa jornada venturosa. Você me encantou pela disposição, alegria e bom humor perante as situações mais difíceis que enfrentava. Eu era apenas uma aprendiz das suas posturas sãs e benevolentes. O tempo passou e você renasceu. Eu permaneci. Consegui descobri-lo trabalhando na lavanderia. Marquei bem o seu horário de folga e passava pela avenida, mostrando a você minhas melhoras no campo do bom humor e do entendimento de como lidar com situações e pessoas difíceis. Hoje não me foi possível passar pela avenida porque tive a autorização de vir a esta reunião para conversarmos. Assim, gostaria de saber o que achou de mim. Melhorei um pouco?

Abaixei a cabeça envergonhado. Jesus havia permitido que eu visse um Espírito desencarnado. Coisa que mais queria. E não era uma visão apenas para meu deleite. Era para que eu, em vendo o Espírito desencarnado, olhasse para dentro de mim. Eu estava desaprendendo tudo. Se fui mesmo o que ela disse, havia despencando de algum cume. Percebi o quanto necessitava melhorar. Quem sabe lá no passado fui impulsionado para os alvores da alegria como um estímulo e agora havia retornado para os processos da consolidação? Olhei para Xênia e a vi novamente. Dona Justina desapareceu e ali aquela pessoa de beleza jovial sorria-me, estendendo as mãos: – Você me recebe como filha?

Quase desfaleci. Eu e minha esposa estávamos nos preparando para nos colocar à disposição de Deus para que nos enviasse um de Seus filhos.  – Renascerei em paz e feliz e, mais ainda, por ser amparada por você que me ensinou a caminhar com bravura pelas avenidas tormentosas do mundo.

Chorei copiosamente. Ninguém ali entendeu. Xênia seria minha filha. E agora, como recebê-la? Que mudanças necessitaria realizar? O que precisava domar em mim das minhas intempestividades, das minhas ranzinzas, das minhas respostas prontas para aquilo que me perturbava? Ontem ela renasceu. Tomei-a nos braços e prometi: – Caminharei com você nas avenidas tortuosas do mundo, mostrando-lhe que tudo é de Deus e que estamos no lugar certo, com as necessidades de que mais precisamos.


Por Guaraci Lima Silveira


Texto retirado do site:

http://historiasdeterreirosdeumbanda.blogspot.com

Quer seu texto publicado aqui ?

Envie para luciano@umbandavale.com.br

terça-feira, 31 de julho de 2018

O VAZIO ESPIRITUAL SÓ É PREENCHIDO DE DENTRO PARA FORA. UMBANDA.



Falar sobre sentimentos, entrar nesse mundo vasto do coração e alma humana,  nunca é uma tarefa fácil, talvez eu não consiga tocar os corações de todos, mas deixo aqui um caminho que encontrei para deixar um pouco de mim para vocês.

Um caminho que eu mesmo trilhei.

O homem desde que o mundo é mundo ele sempre necessitou de criar religares com algo divino, ele coloca Deus, suas divindades, como uma força superior que o incentiva, motiva, o eleva, lhe dando coragem para superar todas as dificuldades através da crença e da fé.

Mas muitas vezes devido a desapontamentos, expectativas não correspondidas, a própria dificuldade do dia a dia, vai minando essa Fé, ao ponto de questionarmos se nós não fomos os nossos próprios enganadores. Frases tipo:

“… fiquei a vida inteira dentro de uma religião, acreditando em espíritos, em guias, em Orixás, e parece que tudo foi ilusão, nada acontece e nada muda…”

Vamos lembrar que a conexão com o alto é como uma estação de rádio que você precisa sintonizar no canal certo, caso contrário, você simplesmente não irá conseguir discernir as palavras das interferências. Reflitam sobre isso.

Pensamentos tipo esse abalam a fé, onde a pessoa sente que parece que nadou… nadou e morreu na praia exausta por não ter encontrado a direção certa.

O ser humano em vários setores da vida, tende a criar expectativas em tudo, ele tem dificuldade de viver um dia de cada vez, e sempre usa a espiritualidade como se ela fosse sua tabua da salvação, onde os guias e mentores tivessem que por obrigação fazer tudo por eles. Chegando ao absurdo e a ousadia de se dar o direito de cobrar da egregora espiritual soluções que muitas vezes só dependem de si próprios e estão em suas próprias mãos. Sim eles nos ouvem, nos dão a direção, mas caminhar é conosco.

Egoístas, dissimulados e covardes agem assim com guias que vem em terra tão dispostos a caridade, se verem colocados em tal patamar de simples servientes. Eles merecem mais respeito e gratidão.

 O objetivo quanto a esse aspecto em nosso tema, dos nossos guias e mentores não é RESOLVER TUDO ou MESMO TER A RESPOSTA PARA TUDO, no sentido de ter que mastigar tudo bonitinho e passar para seus pupilos,  não é assim que funciona, a grande missão dos nossos guias e mentores é fazer com que seus médiuns e consulentes, PENSEM, REFLITAM, REFORMEM-SE dando a cada um a CAPACIDADE DE AÇÃO E RESOLUÇÃO, onde cada pessoa terá plena capacidade de resolver seus próprios enigmas, resolver seus problemas de forma madura e centrada, na realidade ensinando a pescar e não simplesmente dando o peixe.

Mas infelizmente não é assim que alguns médiuns e mesmo consulentes acreditam, eles querem, anseiam que a espiritualidade lhes resolva tudo. Vamos dar alguns exemplos para elucidar isso de maneira mais clara possível.

“… exú não é o caminho? então meu exú tem por obrigação de me dar um emprego, resolver o meu problema…”

Honestamente nem Jesus Cristo teve essa pretensão.

Vamos refletir sobre essa colocação, vejam como a pessoa joga a expectativa, o desejo na mão da entidade, como numa imposição, uma obrigação onde o guia a entidade tenha que lhe satisfazer a vontade.

Vejam bem isso é mais sério do que se pensa, exú mostra o caminho, mas não caminha por nós, não pode interferir em nossas escolhas e no livre arbítrio. O médium, o consulente vai e faz oferendas, barganhas de tudo que é monta, tipo num toma lá da cá, e quando por ventura se decepciona, seus pedidos e desejos não são realizados, não acontece o que se esperava fica muitas vezes desiludido com a religião, com o guia, as pessoas tem se desiludido até com Deus, imaginem com um guia.

E a Fé, ah…. a danada da Fé, já foi para as cucuias, é uma fé efêmera, fraca, só mantida enquanto a pessoa está recebendo, se satisfazendo, não medindo consequências e nem quem está a lhes satisfazer desejos tão fúteis. Entra nessa questão a fantasia, a expectativa, aquela coisa sobrenatural onde uma força imaginária vai vir como num passe de mágica e resolver tudo na nossa vida.

Opá lá, muita calma com esse andor, porque ele é de barro.

Está errada essa visão que as pessoas criam com relação aos guias e mentores. Eles não são fada madrinha, não são o coelhinho da páscoa e muito menos papai noel, e lembrem-se nossos guias estão sujeitos a ordenanças de egregoras superiores, há leis que são seguidas e respeitadas a risca, até mesmo para que não ocorra desequilíbrios no plano físico e espiritual. Acordem, parem de jogar toda a responsabilidade de suas vidas nas costas de seus guias, assumam sua vidas, assumam suas escolhas, suas decisões, suas consequências, suas ações e reações, verifiquem as causa e os efeitos que delas irão vir, olhem o que semeiam, escolham bem as sementes, o solo, porque a colheita será certa, e o retorno chegará. Nossos guias sempre falam:

“… filho, ajuda-te que eu te ajudarei…”

“… mude seu temperamento, reforme-se, evangelize-se….”

“… você anda destrutivo, negativo, vive blasfemando, brigando com tudo e todos…”

“… se apegue aos seus guias, lhes peça bom caminho, a boa palavra…”

Nossos guias até por nos querer bem, nos proteger, infringem certas leis, quando são mais incisivos em seus conselhos, porque querem por nos amar tirar as pedras dos nossos pés, mas muitas vezes não os escutamos e cortamos os pés nas pedras.

Porque infelizmente nem tudo eles conseguem evitar, porque somos teimosos,   mentirosos, vaidosos e arrogantes, dissimulados. E depois acabamos cobrando deles atitudes que nós mesmos não tivemos por falta de decência, dignidade e humildade. E acabamos por colher o que plantamos.

Observem que em todo momento nossos guias, nos inspiram, nos aconselham, nos dão a direção, mas eles não podem resolver questões que nós mesmos não queremos enxergar que muitas vezes somos nós próprios os nossos maiores entraves e obstáculos. O ser humano ele tende a ver sempre o defeito nos outros, as falhas nos outros, mas tem uma forte tendência de não enxergar suas próprias entraves, mazelas, ranços, defeitos, fraquezas, porque o ego fala mais alto, impedindo que as mudanças que nossos guias nos inspiram sejam realizadas.

Tem consulentes e médiuns, que começam a ter verdadeiras idolatrias, fascinações, fanatismo ao ponto até de ficarem disputando entre si, quem tem o guia mais bonito, mais forte, etc.

Lembrem-se toda forma de fanatismo é doentia, causa disturbo psiquiátricos e adoece a alma.

Porque quando o médium idolatra dessa forma seu guia e Orixá, ele os coloca acima do bem e do mal, como se tudo dependesse da vontade deles, e quando esse médium percebe que não é bem assim, que fez oferendas, orações, acendeu dezenas de velas para receber uma determinada graça ou satisfazer um desejo e não obteve respostas, sua fé fica abalada, começa a questionar até mesmo a existência de seus guias e Orixás, porque ele não entendeu de fato a sua missão mediúnica e espiritual. Nossos guias nos ajudam a alcançar os meios, não os realiza por nós. E o que é muito difícil de se entender quando queremos muito algo é que nem tudo é permitido, nem tudo é possível, nem tudo é para ser.

E muitas vezes simplesmente NÃO MERECEMOS, porque não fizemos por onde receber. Porque colocamos sempre os nossos mais pequenos desejos e realizações acima de nossa Fé e da pratica do Bem.

A Fé do Homem é sua força, sua motivação, em todo setor da vida, quando ele a perde ele se sente fraco, vazio, incompleto. 

Quantas vezes já me deparei com médiuns extremamente FRUSTRADOS, porque não entenderam seu papel numa comunicação mediúnica, explico: tem médiuns que quando seus guias começam a realizar seus trabalhos, uma cura, uma solução de um problema, quando começa-se a fazer filas para passar com seu guia, se ele não for educado adequadamente ele começa com o tempo a achar que o mérito é dele e não do seu guia. E será ai o começo da sua queda.

E um guia, um mentor detecta a vaidade, a arrogância, com muita facilidade, e o que muitas vezes acontece é que esse guia pode puxar a corda, tipo… meu filho está indo longe demais, e nesse momento a força da sintonia pode diminuir onde esse médium pode simplesmente vir a perder a força de canalização e sintonia, o médium começa a ter certas dificuldade de acoplamento. Muitas vezes o guia faz isso realmente para que esse médium desça do pedestal, o literal cortar as asinhas. O grande problema é que muitos médiuns não entendem a mensagem logo de pronto momento e começam a achar que foi tudo ilusão, onde bate o vazio espiritual. O que muitos médiuns se esquecem que o bom músico precisa de seu instrumento afinado, e um médium vaidoso, arrogante, orgulhoso, displicente com suas tarefas e cuidados mediúnicos, não consegue  elevar a sua própria sintonia até seu próprio guia.

Uma outra questão interessante que pode causar certas duvidas é o ato de se COMPARAR querer possuir dons que não tem,  tem médium que diz, acho que não tenho nada, nunca vi um guia meu na vida, nem em sonhos, acho que isso tudo é da minha cabeça, porque fulano vê os guias e eu não, se eu tivesse guia mesmo, os meus apareciam para mim. Alguns médiuns ficam tão desconfortáveis com isso que chegam a mentir que estão vendo tais guias para não se sentirem o diferentão, mas na realidade ficam ainda mais frustrados, porque os outros podem acreditar, mais ele sabe que mente para si mesmo. Infelizmente alguns médiuns adoram se prestar a shows pirotécnicos, querem aparecer de tudo que é forma, como tentando se provar o tempo inteiro, saibam que isso denota a mais pura falta de presença espiritual idônea e séria.

Bem vou contar um segredinho a vocês, guia nenhum se SUBMETE A PROVAS, porque ele não vem em terra para isso, e nem precisa se provar a seu ninguém. E médiuns que pedem provas como vidência e etc, saibam ELES NÃO SE MOSTRAM MESMO, e quando um guia falar que vai provar algo a você, na grande maioria das vezes, é você que será colocado em prova. Por isso cuidado com o que se pede, nossos guias e mentores tem formas bem peculiares de levar lições e as ensinar.

O vazio espiritual começa quando você começa a projetar o seu Eu na expectativa do outro sendo ele desse plano ou do outro, o que o consulente e mesmo o médium não entende que o vazio que ele sente só é preenchido pela sua própria essência, nossos guias e Orixás eles simplesmente ajudam apontando esse despertar, essa divindade em nós. A gente preenche esse vazio trabalhando nossos interiores, através da reforma íntima, da meditação, da evangelização, das boas obras, do vigiar dos pensamentos e palavras, das atitudes, nos colocando como eternos aprendizes, com humildade, sem tirar proveito de ninguém, sem excessos de ego, vaidade e arrogância. E quando vamos trabalhando essas questões um dia de cada vez, porque nosso “pecados, erros, falhas, ou como queiram chamar”, agem como vícios em nossas almas, sempre estaremos fadados em cair em erro, não somos perfeitos, infalíveis, por isso o trabalho e o investimento em nós mesmos deve ser diário.

Cada dia vencido é uma luz que nasce em volta do nosso campo espiritual, e essa luz vai se tornando mais forte, e vai nos trazendo clareza, ao ponto de ver com os olhos da alma o que os olhos terrenos nunca permitiu enxergar. A Fé verdadeira é essa, acreditar em nós como seres humildes da criação de Deus, sem arrogância, sem ego, sem falsos poderes, simples criaturas em evolução.

Não importa em que você acredite, o que importa que o templo sempre estará em você, e esse templo deve estar sempre florido, iluminado, limpo, ai os mentores entram e realizam as obras porque lá eles irão encontrar paz, amor, e caridade e irão gostar de ficar.

O vazio espiritual também nasce da IMPOSIÇÃO DOS OUTROS EM NOSSA VIDA, existem pessoas que sofrem uma encarnação inteira, porque nunca conseguiram se achar espiritualmente, se espiritualizar, pessoas que as vezes por imposições sociais, familiares se vem obrigadas a seguir uma religião X que não é o que gostaria de praticar. Tem pessoas que possuem esse vazio espiritual porque lhes falta coragem de quebrar muralhas colocadas em seus caminhos por outros, lhes falta coragem, determinação, motivação

Tem pessoa que nasceu em berço católico, mas que gostaria de ser da religião evangélica, outros nasceram em religião evangélica e gostaria de ser Umbandistas, outras nasceram no berço Umbandista mais gostaria de ser Budistas, outras simplesmente não querem seguir religião nenhuma e nem por isso são más pessoas ou deixam de ser espiritualizadas.

DEVO FLORIR ONDE DEUS ME PLANTOU.

Seria bom se fosse tão fácil quebrar as barreiras, as imposições, os preconceitos e intolerâncias sociais, existem pessoas que vivem, foram criadas para se basear no que outro vai pensar sobre elas e não o que elas pensam sobre si mesmas. Então uma pessoa pode querer ser Umbandista e simplesmente adorar a religião mas tem vergonha de ser chamado de MACUMBEIRO, ai se vê seguindo uma religião que no fundo do seu coração não gostaria de seguir, mas segue porque socialmente é aceitável. Isso cabe a todos os seguimentos religiosos.

O que as pessoas não entendem que o vazio espiritual só é preenchido quando elas se espiritualizam, o processo não é de fora para dentro é de dentro para fora. Não importa no que ela acredite, o que importa que ela se sinta bem consigo mesma, se sinta realizada como ser humano, que ela consiga dentro de sua espiritualização se iluminar. Só a iluminação preenche o vazio da alma, e para se iluminar é preciso ser VOCÊ MESMO, sem medo de represálias, contestações, perseguições, porque isso você vai encontrar na vida fazendo ou não o que gosta. Então acredito que é melhor optar pelo que te faz bem, pelo que aprecia, pelo que te completa.

É necessário fazer escolhas muitas vezes difíceis, vencer o medo, e isso ninguém irá conseguir fazer por você, podemos motivá-lo mas a realização está em suas mãos. Coragem, vamos lá.

Quebre os dogmas que estão enraizados dentro de você, que você mesmo não acredita mais.

Essa iluminação ela vai te fazer uma pessoa melhor para a sociedade, uma pessoa realizada, satisfeita com a vida, vai te trazer aceitação, realização, sucesso, motivação e pessoas Felizes, Realizadas, não tem tempo para prejudicar ninguém, falar mal de ninguém, a felicidade delas fazem elas serem mais gentis para o mundo em que vive.

Preencha-se de luz, ilumine-se, faça o bem, ore muito, medite muito, ouça boas músicas, cante uma música, tome um bom café, faça um jardim, dê amor, doe amor. Aceite-se completamente dentro da sua essência espiritual, se permita trilhar pelo caminho, não importa as pedras, os espinhos, as falas alheias, ninguém disse que seria fácil, mas facilidade de mais não tem graça, não é mesmo? o ser humano adora se superar. Você nunca se sentirá mais só, e muito menos vazio, porque aprendeu que o verdadeiro preenchimento não é feito de coisas efêmeras mas do que fica para sempre.

Desejo que todos que se sintam vazios, encontrem seus caminhos, e quem sabe a gente não se cruza por ai, numa das encruzilhadas da vida.

Se iluminem-se, sejam luz, que a luz chegue sempre a sua frente.

Paz e Luz a todos.

Por: Cristina Alves

Texto retirado do site:


Quer seu texto publicado aqui ?

RESPEITO



Nós Umbandistas como todos os seres humanos, estamos passiveis a erros e acertos, somos passionais em alguns casos e racionais em outros, mas não podemos nos furtar de uma coisa, temos a obrigação de nos respeitarmos.

Nossa comunidade que se diz tão discriminada por outros segmentos, sofre muito mais com o desrespeito entre seus membros.

De que adianta criarmos movimentos para cobrar dos outros uma coisas que não temos em nosso meio, o respeito.

O pensar é livre e o entendimento também, a Umbanda por sua diversidade nos permite varias formas e maneiras de entendê-la, é a única religião que nos permite adequar a sua pratica ao nosso gosto, nos da à chance de exercitarmos nosso bom senso e nosso livre arbítrio, nos permite encontrarmos sempre um local com o qual tenhamos afinidade com a forma que a Umbanda é praticada ali.

Não importa a raiz que seguimos, ou qual a denominação, o que importa é que a essência da Umbanda esteja presente.

Não temos condições de afirmar o que é certo ou errado, uma coisa que parece absurdo para um, pode ter muito fundamento para outro.

Tenho dito muito isto e vou repetir aqui:

A Umbanda vai crescer muito quando os Umbandistas deixarem de se tratar como concorrentes comerciais e passarem a se entender como Irmãos da mesma Fé.

OICD, FTU, Primado de Umbanda, Colégio de Umbanda, etc. São caminhos, mas não são os únicos.

Esotérica, Branca, Omolôko, etc. São formas de culto, mas não são as únicas.

Temos de começar a respeitar e aprender com aqueles que pensam e entendem a Umbanda de forma diferente de nós.

Não somos mestres, somos aprendizes e o seremos por muito tempo, embora alguns desejem e pensem o contrário…

Por: Marco Boeing

Texto retirado do site:


Quer seu texto publicado aqui ?

terça-feira, 15 de maio de 2018

AS FACES DA INTOLERÂNCIA DENTRO DO TERREIRO



Outro dia, em conversa com o Pai Pequeno, comentamos que as maiores demandas que um terreiro enfrenta não são as vindas de fora. Essas são apenas “demandas oportunistas”, que aproveitam os enfraquecimentos causados pelas demandas verdadeiras para se instalarem. E quais seriam as “verdadeiras”? As verdadeiras, as mais difíceis de se resolver, as que desgastam mais e que mais abalam as estruturas espirituais da casa são as demandas INTERNAS, particularmente aquelas que envolvem filhos do mesmo terreiro. 

Não estou falando de demandas espirituais no sentido literal, ou seja, de uma pessoa fazer um trabalho contra outra dentro do mesmo terreiro. Não! Isso é tão fora de contexto que não vou nem considerar nas minhas observações. Chamo de “demanda interna” as broncas, os ódios, as resmunguices, os olhares enviesados, o cochicho escondido, o rosto virado, o “não falo com”, e outras coisas parecidas. E antes de eu continuar, já peço: NÃO PARE DE LER! Pode ser que eu esteja falando de você e para você, e gostaria que prestasse atenção! É importante! 

A primeira reação da maioria das pessoas, nesse momento, é pensar: “É mesmo! Esse assunto é muito importante, e que bom que está sendo abordado aqui, porque já vi que Fulano age assim com Beltrano, e Beltrano age da mesma forma com Sicrano.” Se o seu pensamento foi esse, caro leitor, eu repito: NÃO! Não é do Fulano e nem de Beltrano que estou falando! É de você! Sim, você mesmo! Aí, dito isso, você deve estar pensando: “falando de mim? Não mesmo! Eu não ajo assim com ninguém, a não ser com tal pessoa, mas só porque ele (a) faz assim comigo...” Outros dirão: “Ah... só faço isso quando tenho razão...” E outros: “Faço porque não tolero algumas coisas, não tenho sangue de barata...” Ui! Foram três chutes na canela, se você não percebeu... Então, por isso, vamos lá! Vamos tentar deixar as coisas mais claras! 

Vamos começar falando de você! Sim, falando de você que procurou um terreiro de Umbanda porque reconheceu-se necessitado de auxílio para desenvolver-se mediunicamente e crescer espiritualmente e moralmente. Naquele dia em que iniciou-se na Umbanda, você desejou aprimorar sua mediunidade e se tornar uma pessoa melhor, lembra? E isso, porque você olhou para trás e falou: “já andei por tantos lugares e já fiz tanta coisa errada... Quero mudar! Quero evoluir!” Aliás, “evoluir” é a palavra que a maioria fala. E o “evoluir” significa “conseguir errar menos”. E quantas vezes você já errou em sua vida? Quantas vezes você falou algo de que se arrependeu depois? Quantas atitudes você não teria tomado se pudesse voltar no tempo? E sabe por que você errou tanto? Eu sei: por ignorância! Não foi porque você é mau! Em toda a sua vida, você só quis ser feliz mas, por não saber o caminho certo, muitas vezes optou pelo errado! Aquela palavra áspera que você falou para alguém foi porque, naquele momento, você achou que era o melhor a ser dito! Aquela falta grave só foi cometida porque a sua consciência, naquele momento, não viu nada demais naquela ação... E as percepções dos erros que cometeu só vieram depois de ver o desfecho das coisas e sofrer as consequências, não foi? Pois é... É assim que aprendemos... Nós erramos, sofremos as consequências, para só depois aprendermos o que não deveríamos ter feito... Isso acontece com você, acontece comigo e... acontece com todos, incluindo com seu irmão de terreiro! 

Você – tenho certeza – ficaria muito grato se as pessoas que você magoou, aquelas para quem você falou palavras ásperas (lembra daquele momento em que você estava irritado?), ou que sofreram por alguma atitude errada sua, conseguissem ter esse pensamento a seu respeito, e entendessem que tudo o que você fez, não o fez por maldade, que você tem boas intenções, mas que erra somente por ignorância, na tentativa de ser feliz... E continuassem a te amar e a desejar tudo de bom para você... Não seria ótimo? Pois é! Isso, todos nós gostaríamos em relação a nós mesmos! Mas e em relação aos outros? 

Se nós erramos por ignorância, por que não podemos aceitar que os outros também sejam ignorantes e, por isso, tenham o direito de também errar? 

Se nós queremos ser compreendidos em nossas limitações, por que não entender que as limitações dos outros também devem ser compreendidas? 

Se nós, independente das aparências, estamos fazendo força para melhorar, por que não entender que os outros, mesmo que não pareçam, também estão tentando se superar? 

Se nós esperamos que tolerem nossos defeitos, por que não tolerar os dos outros? 

Eu sei o porquê de tudo isso! Sabe qual é a razão? É o EGO! O ego que não deixa tolerar os erros dos outros; o ego que não deixa “levar desaforo para casa”; o ego que fala: “fui ofendido e não posso aceitar isso...” e ainda se auto justifica com a frase: “tenho gênio mesmo!” Enfim, o culpado de tudo é o seu ego que impede você de ver que o outro que lhe ofendeu é um ser igualzinho a você, que erra por ignorância, na tentativa de ser feliz, e que irá aprender a ser melhor conforme sofrer as consequências dos seus atos. 

Tem gente que ao chegar nesse ponto da leitura deve pensar: “eu tenho muitos defeitos sim, mas nunca fiz o que Fulano faz...” Engano seu, meu amigo! Pode ser que você hoje não faça, ou por falta de oportunidade ou porque já fez no passado (mesmo que tenha sido em outra encarnação), sofreu as consequências e, com isso, aprendeu que não se deve fazer... Em contrapartida, você tem muitos outros defeitos que podem ser repugnantes para outras pessoas e, para você, é só um defeitozinho.... 

Aí, pode ser que você fale: “Ah... eu sou assim mesmo, tem coisas que não tolero e vou precisar de muitas encarnações para ver de outra forma!”. Ué, mas para quê mesmo você procurou a Umbanda? Não foi para tentar ser melhor? Quando é que vai começar a praticar? Instrução espiritual e moral não faltam. O Preto-Velho fala da humildade, do perdão... E se você já o recebe, pode ser que fale através da sua boca... O Caboclo fala da fraternidade, a Criança da pureza, o Exu da compreensão... E o que você leva disso tudo para você? O que os Guias pregam só serve naqueles momentos dentro da gira? Quem é que, de fato, está tentando ser melhor assim? 

Cadê a compreensão dos limites dos outros? Cadê o esforço para entender a ignorância alheia? Onde está a consciência de que todos somos seres imperfeitos e em evolução? 
Tem gente que fala: “Ok! Sendo assim, vou passar a tratar normalmente o fulano aqui dentro do terreiro, mas lá fora, não quero assunto...” Ué... Existe “meia evolução”? Quem quer evoluir escolhe hora e local para tentar ser compreensivo e amar? 

E você? Já se localizou na leitura deste texto? Tomara realmente que ele não sirva para você! Mas se você ainda tem dúvidas, deixa eu te ajudar:

Há alguém dentro do terreiro com quem você não fale de propósito?

Você se reúne com pessoas ou participa de algum grupo virtual onde se aproveita para comentar defeitos dos outros?

Há alguém dentro do terreiro que você não convidaria para passar uma tarde com você?

Você já se pegou postando indiretas na internet, pensando em alguém do terreiro?

Se você respondeu “sim” a algum dos itens acima, é bom verificar seus sentimentos, pois há indícios de que você ainda está com dificuldades em melhorar, perdoar, amar e ver seus irmãos com outros olhos, procurando compreender os limites e a ignorância de cada um...

Estou ouvindo alguém dizer: “Já tentei tratar Fulano melhor, mas ele não tem jeito!” E o seu comportamento tem que depender do comportamento do outro? Você quer ser melhor pelos outros ou para ficar em paz com a sua consciência e conseguir a tal da “evolução”? Imagine se Jesus amasse e tratasse bem somente os bons e, aos maus, retribuísse com grosseria ou desprezo? Como será que você seria tratado por ele? 

Outros falam: “Fulano não age certo! O correto seria daquela forma!” Não espere dos outros reações que VOCÊ teria!Cada um tem um grau de entendimento e seus próprios limites! No futuro, com as consequências dos atos, é que cada um vai aprendendo mais e ampliando sua visão! E você, já está se esforçando para ver dessa forma, mais ampla?

Há, ainda, os que dizem: “Mas eu não sou obrigado a gostar de Fulano ou a querê-lo perto de mim!” Sim, meu filho (a), você não é obrigado a nada! Mas quem é que queria mesmo se superar e evoluir? Aliás, foi para isso que você entrou para o terreiro de Umbanda, lembra? Ninguém irá te cobrar por isso, mas até onde vai realmente sua vontade de crescer? Ela vai só até onde começam o ego e a intolerância? Bom, a solução de tudo isso é simples: basta praticar o que os seus próprios Guias (ou os dos seus irmãos, caso você ainda não incorpore) ensinam: amar, perdoar, compreender, não julgar, ajudar, etc. Fazendo assim, no final das contas todos saem ganhando! O terreiro ganha mais fraternidade; o “fulano” ganha os seus exemplos; e você ganha por estar sendo melhor, conseguindo se superar! 

E, se com tudo isso, ainda não te convenci, leia as palavras abaixo e reflita sobre cada frase. Não pule e nem diga para você: “ah, já conheço...”. Não! Leia de verdade, e veja onde você se encaixa e o que falta encaixar. E não pense que estou falando de outra pessoa não! Estou falando de você! Pois este texto serve para todos! Ah! E depois releia tudo outra vez! 

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. 
Onde houver ÓDIO, que eu leve o AMOR; 
Onde houver OFENSA, que eu leve o PERDÃO; 
Onde houver DISCÓRDIA, que eu leve a UNIÃO; 
Onde houver DÚVIDA, que eu leve a FÉ; 
Onde houver ERRO, que eu leve a VERDADE; 
Onde houver DESESPERO, que eu leve a ESPERANÇA; 
Onde houver TRISTEZA, que eu leve ALEGRIA; 
Onde houver TREVAS, que eu leve a LUZ. 
Ó mestre, fazei que eu procure mais CONSOLAR que ser consolado; 
COMPREENDER, que ser compreendido; 
AMAR, que ser amado. 
Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a Vida Eterna! 

E só para finalizar: Nenhum de nós é perfeito! Nem eu, nem você e nem o nosso irmão de terreiro! Mas temos que nos esforçar por nos superarmos! Temos que ganhar a medalha de ouro do autocontrole! Temos que tentar fazer com que a consciência supere sempre a paixão! E não podemos terminar nossa história assumindo para nós a “Síndrome de Gabriela”, sem querermos vencer nossos limites, sem sairmos da zona de conforto, justificando nossos destemperos nas condutas dos outros e, simplesmente, aceitando passivamente a forma como somos atualmente. Não! Essa seria a Gabriela de Jorge Amado; e ela diria: “eu nasci assim, eu cresci assim e vou ser sempre assim!”. Nós não! Não mesmo! 

Se algo não ficou claro, leia outra vez!

Por: Tata Luis

Texto retirado do site:


Quer seu texto publicado aqui ?

quinta-feira, 12 de abril de 2018

OS FEITICEIROS. OS ENFEITIÇADOS. OS MANDANTES. NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI DIVINA.



Macumbaria, Feitiçaria, Pactos, Sortilégios, Barganhas, palavras bem comuns nas bocas de pessoas de moral duvidosa.

Quantas vidas, quantas histórias que nos chegam de pessoas que acabaram sendo envolvidas em trabalhos espirituais com intenções duvidosas, maldosas, equivocadas, como numa teia de aranha, onde a pessoa fica presa devido sua desatenção e imprudência, ou por questões de sintonia e afinidade.

Não se mexe em carvões sem sujar as mãos.

Quantos que chegam a um terreiro com intenções equivocadas, maldosas, vingativas, arrogantes, entram pela porta adentro já se dando o direito de usar de espíritos a seu bel prazer, para conquistar o que suas competências e direitos  não lhes permitem ter, não lhes é devido por merecimento e direito.

Muitos ainda tem a sorte de chegar num bom terreiro e serem advertidos de suas intenções, orientados, esclarecidos, literalmente são ILUMINADOS, os que acatam escapam de resgates pesados, duros e implacáveis, mas nem todos tem essa SORTE, muitos caem em terreiros de moral duvidosa, e são logo vistos como CLIENTE, PATOS E PRESAS FÁCEIS esse texto irei abordar sobre essas pessoas OS MANDANTES, SUAS VÍTIMAS, E OS FEITICEIROS.

Vejo muitas perguntas no dia a dia, de adeptos e simpatizantes das religiões espiritualistas, e perguntam: Feitiçaria existe? a feitiçaria nefasta ela nasce da pratica e do desejo em fazer o mal, da vingança, da manipulação, da barganha, da ganância. Sim, feitiçaria existe, mas ela tem sérias consequências, se alimenta da ganância e dos maus sentimentos do Homem. Um instrumento do mal.

O Feiticeiro Nefasto, é uma pessoa que nasceu com o campo espiritual aberto, ele é um médium, que usa de seus dons para benefício próprio e para o mal, usa de sua mediunidade como profissão, uma forma de angariar dinheiro, ele é um manipulador nato, um ótimo ouvinte, falante, convidativo, cativante, agradável, sabe aquele vendedor que você entra na loja ele te atende com um sorriso largo, envolvente, e faz você comprar metade da loja, esse é o FEITICEIRO aquele que pode lhe dar o que você quer, que alimenta sua vaidade e arrogância, que poderá cobrar sua vingança, aquele que vai te ajudar a conquistar o que você quer. Bem convidativo para pessoas que precisam que lhes alimente a auto estima. Mas… tudo tem um preço, e não estou falando na questão de preço apenas na questão de cobrança financeira, estou falando do preço moral, espiritual, dignidade.

Um verdadeiro traficante que lhe oferece uma droga. Que você irá provar e acha que não irá se viciar. Bem isso.

ATENÇÃO SRS. e SRAS. CLIENTES DOS TAIS DITOS FEITICEIROS, me permitam um Alerta:

Muitos desses ditos “feiticeiros” 70% a 80% dos mesmos não são mais que CHARLATÕES. Isso mesmo, charlatões que usam de pessoas de moral duvidosa.

Vejam bem, até para se cometer feitiçaria é necessário CONHECIMENTO, CIÊNCIA, ALQUIMIA pura e simples e muitos desses são tão ignorantes quanto seus clientes quanto a essas questões.

Historicamente sabe-se que até para a pratica da magia nefasta, vulgarmente chamada negra por costume,  é preciso ter amplo conhecimento sobre o que envolve essa manipulação energética chamada Magia, nas questões quanto a  elementos que serão utilizados, ou vocês acham que para manipular certas forças espirituais é tão simples. Então muitos manipulam mais a coação moral, física e mental do que realmente feitiçaria.

A pessoa que procura um feiticeiro em um terreiro, ela logo de cara apresenta moral duvidosa, endurecido, vingativo, odioso, ele na sua arrogância não mensura as consequências do seu ato. É uma pessoa adoentada espiritualmente, ela precisa é de um bom tratamento espiritual e evangelização e não de feitiçaria.  É muito complicado tentar trazer a sanidade a essas pessoas que querem vingança, que se dão o direito de manipular a vida de outras, que querem o amor de uma pessoa de tudo que é jeito, um ser humano assim ele está tão doente em suas maldades que não consegue ver a areia movediça diante dos seus pés.

“EU QUERO, EU PAGO” – OS LOBOS TEM FOME.

Todos os dias em todos os bons terreiros de Umbanda, chegam casos dos mais simples aos mais complexos quanto a feitiçaria, são médiuns que foram envolvidos, são vítimas a procura de ajuda e socorro, são mandantes arrependidos e muitas vezes são feiticeiros destruídos, doentes tanto fisicamente como mentalmente.

Como lidar com esse tipo de situação, como podemos ajudar uma pessoa que foi vítima da feitiçaria?

*oração – a prece é o bálsamo da alma, é o grande remédio de cura dos espíritos tanto encarnados quanto desencarnados, quando oramos abrimos uma egregora, uma sintonia, a energia dos nossos chakras e do nosso campo áurico se expande, abre portas para o socorro espiritual. Então o primeiro passo é a oração, o alimentar da Fé.

Mas para quem está adoentado nem sempre é fácil orar, muitos poderão questionar e perguntar, como assim, é tão simples orar? pois é, já peguei casos de pessoas que simplesmente NÃO CONSEGUIAM ORAR, a tristeza adoece a alma, tirando suas forças de luta, e muitas vezes essas pessoas precisam de ajuda externa é ai que entra o tratamento espiritual nos terreiros, os passes, etc.

Sabe quando você vê um amigo ou conhecido pedindo nas redes sociais, amigos orem por fulano, ele não está bem, gente orem, vibrem amor naquele momento por aquela pessoa, peguem ali o nome escrito, usem como endereço vibratório, e orem de verdade, porque como ouvi dizer uma certa vez, quando oramos por uma pessoa, um anjo lhe pousa ao ombro, bonito isso não é mesmo? isso é a verdadeira caridade, vibrar amor, cura, para aqueles que nem conhecemos. Isso tem força, se cria uma força magnética imensa, e aquela humilde oração, junto com tantas outras cria um escudo contra as forças nefastas do mal. E saiba nunca iremos conseguir mensurar as almas que se beneficiaram de nosso gesto de bondade.

- Conscientização –  Deus em sua infinita bondade, não permitiria que um inocente pagasse por algo que cometeu. Vejam bem, frisem bem, INOCENTE.

Vejam bem, muitas pessoas que chegam em nossos terreiros, derrotadas, destruídas, vitimadas pela força nefasta de feitiçaria, podemos de fato, as considerar inocentes em 100% dos casos?

Observem,  muitos enfeitiçados já foram os mandantes e feiticeiros e estão apenas a colher o reflexo do que fizeram. Mas não nos cabe o julgamento. Nosso dever é conscientização, orientação, evangelização.

O primeiro passo é fazer com que essa pessoa reveja, de onde veio esse mal, tudo tem um início, tudo tem um fim, e isso acarreta muitas vezes a trazer certas consciências e verdades quanto a atos e ações praticados,  tem pessoas que vivem a prejudicar outras, a tentar puxar o tapete de outras, se dão o direito de mandar e desmandar na vida de outras pessoas, e isso vai gerando ódio, raiva, vingança, e cedo ou mais tarde a maldade delas age como um reflexo em suas vidas. Existem pessoas que muitas vezes não é nada de feitiçaria é simplesmente COLHEITA.

Costumo dizer: O MAL TEM ENDEREÇO CERTO, E AS VEZES DUAS COBRAS SE BEIJAM.

Quando executamos um trabalho de evangelização e desobsessão de espíritos adoentados, vingativos, que muitas vezes são utilizados em certos trabalhos de feitiçarias por espíritos de alta envergadura nefasta como Quiumbas e Magos Negros, devemos não só trazer essa conscientização aos obsessores, mas as supostas vítimas. E isso é um trabalho que deve ser feito com muita cautela e sabedoria, porque o objetivo é SALVAR ALMAS.

- banhos, sacudimentos, firmezas e limpezas – são essências de fato nesse processo, higienizam, expandem, transmutam, descarregam, fortalecem, equilibram energeticamente,  valeria um livro de tantos benefícios quando se sabe manipular a energia da natureza e de suas ervas,  mas vejam bem, não tem erva que limpe um coração em trevas,  o que o coração insiste em alimentar de ruim.

O que quero dizer com isso,  que o dirigente, o guia espiritual podem fazer o trabalho que for, a limpeza que for, se a pessoa não se purificar, não se ajudar, não querer se conscientizar e modificar, não limpar seu coração, não perdoar, nada será significativamente efetivo, ela não conseguirá se libertar da teia em que está presa, ela poderá se beneficiar por algum tempo, mas se ela não se modificar, não destruir em si mesma o que o espírito nefasto utiliza, se alimenta para a prejudicar, ela não conseguirá seguir adiante. Reforma Íntima.

Para a Luz entrar é necessário abrir as janelas e deixar que ela entre, iluminando as trevas.

Convide o bem, sintonize com ele, e deixe que os amparadores extra físicos te auxiliem, e verás que mal nenhum irá te derrubar ou destruir.

PERDOE, PERDOE, PERDOE.

SE PERDOE.

Nossos guias num processo de desobsessão e quebra de feitiçaria numa casa correta e séria primeira coisa eles trabalham certas consciências tanto do obsediado quanto do espírito obsessor, justamente para não deixarem amarras pendentes.

Uma coisa muito comum de acontecer, as vezes aquele espírito que está com o obsediado naquele momento é conscientizado, evangelizado e encaminhado, mas passa pouco tempo o obsediado volta, novamente adoentado, é porque ele ainda tem solo fértil para o ataque espiritual, ele ainda não se conscientizou de sua parcela de culpa, acabando por atrair outro espírito atraído pela feitiçaria ou mesmo por sintonia.

Por isso que um trabalho de desobsessão tem que ser muito bem feito, e o obsediado,  seguir o tratamento espiritual como assim foi proposto pela orientação dos guias, e não querer interromper simplesmente na sutil melhora. Entendam alguns processos de obsessão e quadros de feitiçaria são bem complexos, exige tempo.

Não se trata, um problema de saúde, uma doença fazendo um tratamento pela metade. Infelizmente alguns consulentes não seguem o tratamento proposto e acabam por interromper, agravando futuramente a situação.

Mas vamos abordar também um outro aspecto da questão: Médiuns incautos que são utilizados em FEITIÇARIAS ou praticas de trabalhos nefastos, num terreiro, eles sofrem as consequências? Vou explicar. Existem terreiros que usam de seus médiuns para a pratica de feitiçaria, e muitas vezes os médiuns são usados, achando que estão fazendo algo correto. Ex.: Tive conhecimento de uma dirigente que quando ficava com raiva de algum desafeto ou mesmo um médium de seu terreiro, movida pela vingança e raiva, mandava que outros médiuns fossem na tronqueira e virasse supostamente o anjo da guarda da pessoa, iam lá acendiam velas de ponta cabeça, essa mesma dirigente, fazia verdadeiras mesas para exú, e falava para os médiuns que aquilo era  para quebrar as forças dos inimigos dela e do terreiro, o que esses médiuns não pensavam que no dia de amanhã poderia ser seus nomes ali naquela mesa,  outro dirigente que soube o caso, fazia seus médiuns comprarem e levarem animais para o terreiro para os imolar para a destruição de outras pessoas, outro mandava que seus médiuns enterrassem trabalhos de feitiçaria em cemitérios, garrafadas etc. Alguns médiuns que participam desses tipos de trabalhos se sentem poderosos, fortes, mal sabem que estão cada dia mais no poço da invigilância

MÉDIUNS ISSO NUNCA SERÁ UM TERREIRO DE UMBANDA, ISSO É UM ANTRO.

Alguns médiuns tem plena consciência que estão fazendo feitiçarias, maldades para o alheio, outros apenas fazem por medo de desobedecer e sofrer as consequências.

É uma coisa que nunca conseguirei entender, como ficar num terreiro sob a pressão de coação, medo e terror, cadê a confiança em seus próprios guias? No mínimo triste uma situação assim. Médiuns que estejam sofrendo com isso, não façam isso com suas mediunidades e trajetórias há tantas boas casas a irem.

Entendam bem, nenhum Terreiro de Umbanda Idôneo guiado pela espiritualidade sã, faz e utiliza de médiuns para saciar suas vinganças, despeitos, ódios particulares. Mas infelizmente alguns médiuns sentem seus egos e vaidades alimentados com esse falso poder de manipulação, mal sabem que são suas vidas que estão sendo manipuladas por espíritos mistificadores de alta envergadura nefasta. O triste que esses médiuns sempre acabam envolvendo outros médiuns nessa teia de ilusão.

Frise-se: O médium que participa de um trabalho de feitiçaria onde está visando a destruição, a derrota de outra pessoa, lhe desejando a morte, a doença, a quebra do livre arbítrio, ele cedo ou mais tarde sofrerá consequências terríveis de resgate, caindo na ação das Leis implacáveis de Ação e Reação, Causa e Efeito, Retorno, Semeadura.

“Quem com porcos se mistura, farelos come.”

Infelizmente há médiuns de baixa índole, talvez porque nem saibam o que a palavra signifique.

Já ouvi falas de médiuns que dizem, meu dirigente não ensina fazer feitiço, e ele está correto, porque se soubesse fazer, eu faria mesmo, não pensaria duas vezes. Isso é seríssimo, são médiuns imaturos espiritualmente e dar um falso poder na mão de um médium desses, é acarretar a sua própria ruína espiritual.

Mas esses médiuns que fazem esses tipos de maldades, cedo ou mais tarde são os mesmos que chegam aos frangalhos nos terreiros sérios e idôneos para serem tratados, pobres almas, isso quando se redimem, porque uma boa parte tem fins terríveis, porque quem semeia ventos colhe tempestades.

- Os mandantes – já vi inúmeras vezes pessoas que chegam desesperadas porque procuraram terreiros para feitiçaria e depois não souberam mais como lidar com a energia que convidaram a entrar em suas vidas. Infelizmente essas pessoas pagam pesado por seus atos, porque quando procuram o feiticeiro não mensuram as consequências que provocam.  É muito difícil corrigir uma moral deturpada, um mau caráter, uma má índole, as vezes serão necessárias várias reencarnações penosas para isso. Mas nunca é tarde para se corrigir, receber o perdão e se auto perdoar. O sofrimento do mandante não é só físico é espiritual, é a Lei do Retorno que reflete em seu dia a dia, na sua vida, na colheita das consequências, é o se ver passando e sentindo na própria pele o sofrimento que desejou e causou. Tenho muita pena dessas pessoas que utilizam da espiritualidade para o cultivo do mal alheio, porque a justiça divina é pesada.

- O Feiticeiro – Há perdão para o Feiticeiro Nefasto? O perdão é uma dádiva divina concedida a todos, leve o tempo que levar, o objetivo das egregoras espirituais é que todas as almas cheguem a salvação, mas não se enganem o mais difícil depois da conscientização é o SE PERDOAR.  Muitas pessoas acham que o se redimir é difícil, não o é, porque o ser humano tem instinto de sobrevivência nato, quando o sofrimento é grande a redenção vem, o mais difícil é se auto perdoar, quando a consciência dos atos chega, quando a pessoa visualiza o mal que provocou e as consequências para seu espírito.

Médiuns videntes já se depararam com espíritos que eram verdadeiros espectros, se vislumbrava apenas uma leve forma humana, de tão em frangalhos estava o corpo espiritual, a maldade, gera essas deformidades, então imaginem o que acontece com o corpo espiritual de um médium que tinha tudo para ajudar o próximo e usou esse dom para o mal com plena consciência dos seus atos.

Uma vez vi um médium perguntando, poxa mais essas pessoas ruins que vivem fazendo o mal para os outros só pagam depois do desencarne? Não, pagam e tem retornos pesados nessa mesma existência, outros ainda irão levar para outros processos de encarnação de tão pesadas são suas cargas cármicas.

Inimigos espirituais, podem acompanhar uma pessoa por várias encarnações se não forem encaminhados e evangelizados, se não houver perdão mútuo,  por isso que nossos guias em todas as giras em boas casas pregam o amor, o perdão e a caridade para com o próximo.

Médiuns não façam pactos, barganhas com espíritos de moral duvidosa, não convidem para suas casas espíritos aduladores, manipuladores, mistificadores, observem com cuidado as mensagens, sejam prudentes.

Procurem terreiros que prezem a moral, que pratiquem o amor, a fé e a caridade, que lhes corrija suas falhas e não fortifiquem suas más inclinações.

Que lhes ensinem sobre perdão e não lhes alimente o ódio, a mágoa e lhe destrua o amor por si mesmo e  as boas lembranças para com o seu próximo.

Guias idôneos falam sobre Amor e não Ódio, Vingança.

Espíritos idôneos respeitam o livre arbítrio o direito de escolha.

Se um espírito lhe incita a feitiçaria e a pratica do Mal – ELE NÃO VEM DE DEUS E DO DIVINO.

Abra seus olhos, observe o terreiro que esteja, veja sua idoneidade e éticas morais e espirituais, não se permita corromper pela vaidade e ego.

Irmãos e irmãs quando pensar em fazer um trabalho de feitiçaria, seja prudente e consciente, pense honestamente porque quer fazer mal aquela pessoa, porque quer lhe prejudicar, reveja seus reais motivos, não haja por impulso somente.

Veja se lá no fundo não foi você o errado e agora quer simplesmente jogar a culpa de tudo no outro.

Veja se lá no fundo toda essa raiva não é despeito, um amor que adoeceu, veja se lá no fundo de tanta raiva não é o puro desejo de estar com aquela pessoa de novo,  veja se não é saudade, falta. Peça aos amparadores força para modificar o que puder ser modificado, e aceitação para o que não puder.

O Amor pode adoecer e virar ódio, não permita. Permita-se a mudança de ser uma pessoa melhor.

Perdoe e se auto perdoe, siga, desapegue, mas não PRATIQUE INSANIDADES POR RAIVA, EGO, faça isso não pelo outro, mas por si mesmo.

Sabe esse espírito que lhe incita o ódio, a vingança, lhe pede ns. coisas para um trabalho, observe ele com cuidado, é com esses espíritos que quer se associar? Você realmente confia nesse espírito?

Observe esse dirigente que faz o mesmo, é esse tipo de exemplo que quer seguir para sua trajetória espiritual?

Falsos profetas há em todas as religiões, e o lobo as vezes vem vestido de pele de cordeiro.

Num terreiro de Umbanda, pratique a Lei do Ouro, nunca faça a seu semelhante o que não gostaria que fizesse com você, trate o outro como gostaria de ser tratado, diante de seus erros e falhas, tenha a mesma paciência e misericórdia que gostaria que tivessem com você.

Muitas pessoas temem a justiça de meu pai Xangô, e esquecem da Justiça de Ogum que pode ser ainda  mais implacável, ninguém escapa da Justiça Divina, quem deve paga, quem merece recebe, um trecho de um ponto que tem um significado muito forte. Revejam seus conceitos enquanto há tempo, nunca é tarde para a redenção, para a reforma íntima, as vezes é melhor começar tudo de novo do que por ego permanecer no erro.

Ninguém está acima da Lei Divina. Aprendam.

Paz e Luz a todos.

Por: Cris Alves

Texto retirado do site:

https://orixaessenciadivina.wordpress.com

Quer seu texto publicado aqui ?

Envie para dorgoguara@gmail.com

quinta-feira, 15 de março de 2018

CORRER PRA INCORPORAR?



Conhece a corrida de 100 metros rasos? E a Umbanda de 100m rasos?

Essa é aquela corrida que acontece em uma linha reta e dura alguns segundos, e o atleta precisa se esforçar ao máximo para chegar primeiro nesse pequeno espaço de tempo.

Sabe que muita gente quando ingressa na corrente mediúnica acaba caindo na “armadilha da competição” e achando que o terreiro é igual à essa corrida.
Pois por mais que todos entremos no terreiro cheios de amor no coração, querendo iluminar o mundo com nossa luz (e assim o fazemos, tenhamos certeza disso), após passado o furor das primeiras giras, a nossa parte humana fala mais alto e começamos a reparar nas coisas…
Começamos a prestar atenção na roupa do outro, nos trejeitos, reparamos como fulano vive caindo no chão, como faz barulho, etc etc…

E aí começamos a cair numa armadilha, de nos comparar com o colega ao lado. Só que tirando raras exceções, não conhecemos nada desse companheiro de corrente. Não sabemos nada sobre os problemas que o outro traz, as provas que ele tem que passar, sobre as experiências anteriores dele (ou dela) na Umbanda, no máximo só sabemos o que o outro quer falar de si mesmo.
E mesmo assim, embarcamos na competição com os colegas pra ver quem incorpora primeiro ou quem incorpora melhor.

E assim é dada a largada dessa corrida insana, em que todos querem chegar primeiro nesse objetivo de incorporar, como se houvesse algum prêmio pra quem chegasse primeiro lá.

É claro que todo mundo precisa de motivação na vida, mas será que nessa motivação, a prática da caridade já não foi posta de lado em nome da vaidade de ser o primeiro?

E afinal, qual o nosso objetivo na Umbanda, senão prestar a caridade? O crescimento pessoal, o autoconhecimento, e até a “ajuda” dos nossos bons guias são apenas conquistas que vem como um mérito por termos conseguido auxiliar aos outros no bem. Se a máxima “fora da caridade não há salvação” continua válida, o que mais poderíamos buscar ali do que auxiliar aos outros?

A competição de “quem incorpora melhor” tem qual objetivo? Se comparar com o próximo, numa briga em que cada um tenta demonstrar aquilo que não se é? No texto “Técnicas para incorporar melhor” eu já falei sobre como cada um dá aquilo que tem, e reafirmo: cada um tem que ser como é. A espiritualidade superior não iria nunca nos colocar em uma situação em que nossos esforços fossem inúteis a ponto de nos fazer achar que só o jeito de incorporar do colega é válido.

Todo mundo traz em si uma semente de luz que é diferente pra cada um de nós. Cabe à gente entender essa semente e deixar germinar o que tiver de nascer e só assim poder oferecer algo a quem vier ser nosso assistido.
Porque a Umbanda não é corrida de 100 metros rasos, é maratona.

E na maratona não ganha quem corre mais, mas sim quem conhece melhor o próprio corpo, sabe de suas dificuldades e forças, e usa isso a seu favor.


Por: Cleber Quichimbó

Texto retirado do site:


Quer seu texto publicado aqui ?